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Adidas, nanotecnologia e paixão pelo esporte

Um time de Rugby, seus torcedores e uma camiseta. Ou melhor, não é uma camiseta. Em uma ação que mistura paixão pelo esporte e nanotecnologia, a Adidas inova mais uma vez. Impossible is Nothing.

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It's not a trip

Bolsas e malas podem ser muito mais do que acessórios para viagens. São capazes de contar histórias. Dos consumidores e da marca. Confira as jornadas da Louis Vuitton na web.

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Meu jeans, meus genes, meu DNA

Nacionalidade e patriotismo são duas questões delicadas. Veja como a Diesel privilegiou seus consumidores suecos com uma ação que mistura identidade, subjetividade e jeans, claro.

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Categorias Distintas, Posicionamento Híbrido

Em uma economia globalizada, marcas de diferentes segmentos convergem para posicionamentos parecidos. Neste primeiro post, as semelhanças entre cartões de crédito e artigos esportivos.

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branding, diesel, web

Meu jeans, meus genes, meu DNA

May 27th 2009 | Posted by Tiago Moresco

Passados 5 meses, resolvi seguir a dica da Suely Fragoso (@suely_) e transformar algumas partes do meu TCC em posts. E  esse é o primeiro de uma série de três =).

Então, tentando manter o blog com as atualizações em dia, este post trata sobre a sinergia entre uma marca com posicionamento premium, sua proposta e, principalmente, seus consumidores.

Lançada há um ano e desenvolvida pela agência sueca AD&D para a Diesel – marca italiana de luxo (na Europa não é bem assim) cujo jeans é o principal produto – a ação Diesel Genes of Sweden (do inglês, Genes da Suécia) coloca os consumidores no centro das atenções.

Além disso, lida com algo muito delicado, mas que, se bem trabalhado, pode gerar excelentes percepções: a identidade de um país e de seus habitantes – neste caso, a Suécia e os suecos. Não bastasse o desafio em relação ao patriotismo, a Suécia é terra de outra marca muito conhecida e que produz, além da bebida, excelentes ações de comunicação digital – a Absolut ‘Country of Sweden’ Vodka.

Home Diesel Genes of Sweden

A lógica consiste em transformar os jeans da Diesel em objetos de arte. Ao entrar no site visualiza-se um cenário amplo, com pessoas customizando calças, além de objetos que fazem parte deste universo, como máquinas de costura, tintas, tesouras e espelhos.

http://www.vimeo.com/4148285

Até aí, nada demais. O negócio começa a ficar interessante quando se clica em ‘Create Artwork’. Ao fazer isso o cidadão depara-se com a pergunta ‘What’s in your Genes?’ (O que há nos seus genes?).

What's in your genes?

Abre parêntesis. Neste momento é importante perceber algo que considero a grande sacada da Diesel com esta ação – e que possivelmente tenha sido usada como start para a criação. Perceba a semelhança entre a pronúncia, em inglês, das palavras ‘Genes’ e ‘Jeans’. Assim, a pergunta poderia ser reformulada como ‘What’s in your Jeans?’. Fecha parêntesis.

Homofonias à parte, ao perguntar ‘What’s in your Genes?’ a marca convida o consumidor a definir-se em somente uma palavra, ou seja, ele necessita evocar a sua essência – o que o define subjetivamente – para que possa prosseguir interagindo com o site. Feito isso, uma nova página é exibida e deve-se escolher, através da barra de espaço, uma posição para o jeans que se movimenta na tela.

Jeans

A partir daí é possível iniciar a customização do jeans, através de ferramentas como spray, água, paleta de cores, formas geométricas, aerógrafo e ainda a possibilidade de fazer o upload de uma imagem para utilizá-la como parte da criação.

Customize

Por fim é possível salvar o modelo criado, enviá-lo ao seu e-mail e recomendar a um amigo. O modelo vai para uma galeria e passa a concorrer com as criações dos outros usuários. Aliás, os vencedores já foram escolhidos.

Winners

Há também um concurso idealizado pela Diesel em que as melhores peças são selecionadas por meio de votação, produzidas e expostas pela marca em uma galeria. Assim, novamente a Diesel eleva os seus produtos à condição de objetos de arte – manipulados e produzidos através das expressões subjetivas de seus consumidores –, reforça seu posicionamento premium e lida de forma excepcional com a criação de desejos em detrimento da mera satisfação de necessidades.

branding, web

Categorias distintas, posicionamento híbrido

May 21st 2009 | Posted by Tiago Moresco

Bom, neste primeiro post do blog quero falar sobre algo em que venho pensando há algum tempo. E o negócio é mais ou menos o seguinte – se, em uma sociedade globalizada, produtos e serviços começam a ficar cada vez mais parecidos, o mesmo poderia acontecer com a proposta central das marcas? Pelo menos na observação que eu fiz – e que será recortada neste post -, sim.

Tudo começou quando vi, no verão, o comercial que apresentava o novo posicionamento global da Visa – ‘Mais pessoas vão com Visa’ ou, em inglês ‘More people go with Visa’ -, assinado como ‘Go’, simplesmente.

YouTube Preview Image

Imediatamente – e não sei o porquê – lembrei da Nike e do seu ‘Just do it’. Depois, pensando melhor, percebi que meu devaneio não havia sido fruto de uma mera livre associação. De fato as propostas destas duas marcas guardam mais semelhanças do que possa parecer. Tá certo, cartões de crédito podem comprar artigos esportivos e a recíproca não é verdadeira.

A campanha ‘Go’, da Visa, assim como o novo posicionamento global da marca, veio em tempos de crise para substituir o antigo ‘Porque a vida é agora‘, utilizado na América Latina e no Caribe.

O foco deste novo posicionamento volta-se, principalmente, ao ato de viajar – reforçado pela assinatura ‘Go’. Voltando ao mote deste post – o encontro e a proximidade das propostas de duas marcas de segmentos distintos -, é possível fazer uma mistura interessante, veja só. A Visa diz: – ‘Just do it’, gaste, não se deixe esmorecer perante a crise, viaje, esqueça seus problemas e entupa sua fatura de cartão de crédito, pequeno gafanhoto. Já a Nike grita: ‘Go, tenha gana por competir, dê sempre seu máximo, esforce-se à exaustão – nossos produtos lhe dão aporte para isso -, não pense muito e só faça, meu caro.

É, e as semelhanças não param por aí. Quando se analisa o comportamento destas marcas na web, as estratégias continuam apresentando pontos convergentes. A Visa, focando na questão das viagens, trouxe seus consumidores para dentro da assinatura ‘Go’ em seu site. Através de um mashup que integra fotos postadas e geotagueadas no Flickr por pessoas comuns, a Visa reforça o alcance global da marca.

Visa Home

A Nike, naturalmente muito mais ousada e consistente em suas ações digitais, continua demonstrando na web toda a personalidade da marca. Duas grandes iniciativas, não exatamente novas, merecem destaque – NIKEiD e NIKE +.

Através do NIKEiD, a Nike também traz seus consumidores para junto da marca, porém de uma forma mais efetiva do que a Visa. Trata-se de uma comunidade que permite a integração entre a marca e seus consumidores e, sobretudo, entre estes consumidores.

NikeiD

Neste espaço as pessoas podem criar suas próprias versões de produtos da Nike, personalizando absolutamente tudo, desde a cor dos cadarços até um nome escrito no tênis. Estes produtos também podem ser comercializados para outras pessoas, o que possibilita a interação entre fãs da marca e reitera o incentivo à expressão de identidades (iD). Afinal, como toda marca bem construída, a Nike representa um estilo de vida.

A outra ação digital, Nike +, é um belo case de cobranding com o iPod, da Apple. Através de um acelerômetro instalando em modelos específicos de tênis da Nike, dados referentes a práticas esportivas como corridas e caminhadas são transmitidos para o iPod.

nike_full

A partir de uma conta no serviço é possível fazer o upload dessas informações e comparar os resultados com o de outros esportistas, o que caracteriza a construção de uma rede social orientada à competição, conceito que está no DNA da marca de artigos esportivos.

E, paranóia minha ou não, as homes dos sites também apresentam semelhanças estruturais.

Nike Home

Visa Home

Enfim, se estas semelhanças de fato existem ou se são piração minha, realmente não sei. O que me parece é que a Visa está tentando se desvencilhar de uma imagem mais sisuda para tentar construir um novo posicionamento mais jovem e mudérno.  Será que o hibridismo e a convergência também chegaram de vez à esfera das grandes marcas?